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terça-feira, 13 de abril de 2010

Bretas em fase de crescimento

Ocupando o quinto lugar em vendas no país, a rede de supermercados Bretas é o primeiro da lista com capital 100% nacional. O grupo mineiro pretende chegar a 71 lojas até o final de 2010 o que fará aumentar em até 20% o faturamento, que em 2009 foi de R$ 2,1 bilhões. Também não está descartada a entrada de um novo sócio, que muito provavelmente será de fora da família. O diretor do grupo, Estevão Duarte de Assis, que dirige o grupo em sociedade com outros 11 parentes, diz que o grupo tem como principal estratégia "ser grande e pequeno ao mesmo tempo", entenda-se "pequeno" estar presente em cidades médias do interior e destinar até 25% de suas gôndolas para fornecedores locais. Goiânia, capital de Goiás, é a maior cidade onde a rede atua e a maior cidade em que o grupo pretende entrar em 2010 será Vitória da Conquista (BA), cidade com 320 mil habitantes.
A estratégia de privilegiar os fornecedores locais, inclui dar prioridade aos fornecedores locais da região para arroz, sorvete, manteiga, macarrão, detergente, sabão, água sanitária, café e outros produtos. O grupo frequentemente é assediado para vender a rede, mais tem resistido a "tentação" por ainda ter um bom controle dos custos e estar relativamente capitalizado, mais segundo Assis, a entrada de um novo sócio de fora do grupo familiar é vista por todos os sócios com uma forma de manter o crescimento da rede em alta.
A rede nasceu em Santa Maria de Itabira (MG), cidade com pouco mais de 12 mil habitantes, deu seu grande salto ao adquirir as lojas localizadas no interior da antiga rede Casas da Banha, falida em 1999 e a rede Mineirão ficou com as lojas de Belo Horizonte (MG). A decisão do grupo foi concentrar a atuação nas cidades médias e nos últimos dois anos, a prioridade foi o Estado de Goiás. Atualmente 42 das 59 lojas estão em Minas Gerais, 16 em Goiás e 1 na Bahia, na cidade de Teixeira de Freitas.
O investimento previsto para 2010 é em torno de R$ 70 milhões, desse total R$ 50 milhões vem de empréstimo junto ao BNDES, fonte de recurso desde 1998. O município goiano de Itumbiara está entre os escolhidos para receber uma das novas lojas da rede, além de Goiânia.
O diretor do grupo vive em um apartamento de 3 quartos e sem televisão e com uma retirada de apenas R$ 5 mil mensais. Doa R$ 45 mil mensais para entidades vinculadas à ordem franciscana e recentemente foi eleito para a presidência da Associação Mineira de Supermercados.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Consolidação no setor lácteo

Um acordo da GP Investimentos, através da Monticiano Participações  e a Laep cria a quinta maior empresa do setor de leite no país e pelo visto vem mais consolidação por aí, segundo analistas do mercado. No negócio a Laep aportará os ativos de suas controladas Glória Alimentos e Ibituruna, além da licença para uso da marca Parmalat até 2017 e terá cerca de 40% da nova empresa. A Monticiano que é dona da Leitbom será a responsável pela gestão da nova companhia. Os ativos da Parmalat Brasil não entraram na negociação, pois fazem parte da ação de recuperação judicial, entre eles estão as fábricas em Santa Helena de Goiás (GO) e Itaperuna (RJ). Um consórcio entre as cinco fábricas da Leitbom (quatro em Goiás e uma no Pará) e as três da Glória e da Ibituruna, distribuídas em Governador Valadares (MG), Guaratinguetá (SP) e Votuporanga (SP), fará as compras de matéria-prima para as fábricas, ação que reduzirá imediatamente os custos num setor que frequentemente reclama de baixas margens, indicando o estilo de gestão da turma da GP. Pelo visto o setor lácteo brasileiro está ficando cada vez mais vitaminado.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Sede de inovação!


INOVAÇÃO NO RAMO DE ÁGUA MINERAL
A EMPRESA ÁGUAS OURO FINO INOVA MAIS UMA VEZ E É A PRIMEIRA A LANÇAR ÁGUA MINERAL EM CAIXINHA
O mercado de águas minerais sem dúvida alguma já se firmou como um dos mais promissores e os lançamentos de novos produtos e marcas ocorrem numa freqüência que surpreende. O que percebemos atualmente é que a “onda” agora é inovar na apresentação do produto, muitas vezes apelando para personalizações que chegam até a possibilidade de publicar fotos pessoais nos rótulos.
No mercado de águas a 70 anos, a Ouro Fino (Empresa de Águas Ouro Fino) inova mais uma vez e sai na frente em relação às grandes concorrentes com o lançamento de água em caixinha Tetra Prisma 300ml. Segundo o presidente do Conselho da Ouro Fino, Guto Mocellin, o apelo ecológico foi o principal motivo que levou a empresa a decidir pelo lançamento do novo produto. O investimento é estimado em R$ 1,2 milhão e também segundo Mocellin é a primeira água mineral do mundo a ter o selo FSC (Forest Stewarship Council). “Isto garante que as embalagens serão produzidas com recursos de florestas manejadas dentro dos padrões de preservação socioambiental.” O lançamento está previsto inicialmente para as regiões sul e sudeste, dependendo da aceitação a empresa pode ampliar a distribuição para as demais regiões.
A empresa é reconhecida pela criatividade e inovação nas embalagens, ostentando vários prêmios recebidos por inovação e qualidade dos seus produtos. Sediada em Campo Largo, região metropolitana de Curitiba, a empresa também entrou no ramo de refrigerantes e também inovou ao lançar sabores inéditos de águas saborizadas. Em 2009 a empresa produziu mais de 18 milhões de litros, divididos entre água mineral e refrigerantes e de acordo com Mocellin a expectativa é crescer 15% em 2010.
E mercado para tanta sede é o que não falta. Segundo a consultoria Nielsen, os brasileiros tomam em média 20 litros de água mineral por ano, na Argentina essa média é de 70 litros, na Itália e na França são 150 e 160 litros respectivamente. Nos últimos anos o mercado de água mineral no Brasil recebeu atenção especial por parte de empresas como a Coca-Cola, Pepsico, Nestlé e Danone, pra ficar apenas com as quatro maiores. A Nestlé tem planos ambiciosos e com R$ 70 milhões destinados à Nestlé Waters Brasil, já adquiriu uma fonte no interior de São Paulo e prepara lançamentos de novos produtos, com objetivo de ser líder no segmento na região sudeste no prazo de um ano.
Vale ressaltar a importância da área de TI nessas empresas, já que o controle rigoroso de produção, custos, rastreabilidade e qualidade dos produtos só pode eficientemente gerenciado com uma estrutura de TI de alta performance e entre as mais diversas ferramentas utilizadas, destaque especial para o software ERP que no caso da Ouro Fino é de uma empresa com sede em Goiânia, Goiás. A SAIB, já citada em outro artigo, é uma das parceiras da empresa, fornecendo o software ERP utilizado, dando suporte às operações relacionadas ao fornecimento das mais diversas informações para tomadas de decisões, incluindo BI (Business Intelligence), comprovando que a região Centro-Oeste tem se firmado cada vez mais como um pólo de empresas de tecnologia que vêm buscando a excelência em algumas áreas, mais isso é assunto para outro artigo.
Lição: Inovação é possível mesmo num mercado considerado “sem sabor”. Com criatividade, pesquisa e investimento é possível surpreender e encontrar nichos  de mercado  não atendidos, garantindo, mesmo que por um determinado tempo primeiro lugar na escolha dos consumidores. Não se acomodar e observar o mercado consumidor são itens importantes na busca pela liderança.

Fontes: Valor Econômico (www.valoronline.com.br), site da Empresa de Águas Ouro Fino (http://www.aguasourofino.com.br), site Supermercado Moderno (http://www.sm.com.br), Revista Exame e assessoria de imprensa da empresa SAIB (www.saib.com.br), demais complementos são de responsabilidade do autor deste blog: Jean Clecio Silva Carvalho

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Trading Goiana inova no agronegócio


Franquias no agronegócio
Atman entra para o ramo de franquias, um novo modelo no mundo do agronegócios
Depois de 9 anos atuando de forma convencional no mercado de insumos e na comercialização de grãos  a Atman aposta no ramo de franquias para crescer e já conta com seis franqueados em apenas dois meses.  Nesse modelo, relativamente novo no Brasil, os franqueados ficam com a responsabilidade da relação comercial com os clientes enquanto a Atman é responsável por fazer a gestão do crédito, logística de recepção, escoamento da produção e pelas operações em bolsa.
O comum é que uma trading atue no financiamento dos produtores com recursos financeiros ou insumos e em troca recebe o produto físico, no entanto, no Brasil, as grandes tradings também processam os grãos e estão sempre localizadas próximas às indústrias de alimentos. As cooperativas são outro exemplo de trading, estas com o objetivo de financiar seus cooperados e também de manter suas unidades abastecidas.
A expectativa da Atman é de movimentar 100 mil toneladas de soja e 80 mil toneladas de milho na safra 2009/10. Por enquanto a Atman utiliza 35% de capital próprio e 65% de terceiros para financiar essa produção, mais segundo o diretor-executivo, Paulo César Borges, a expectativa é que em três anos esses recursos sejam divididos em partes iguais.

Lição: A Atman prova que no “interior” do Brasil também podem sair exemplos inovadores de negócios.
Fonte: Jornal VALOR (www.valoronline.com.br) em 17/02/2010, reportagem de Alexandre Inácio, São Paulo-SP. Dados adicionais da parte do autor do blog, Jean Clecio Silva Carvalho.