A Pepsico anunciou que vai deixar de vender refrigerantes com alto teor de açúcar a escolas primárias e secundárias no Brasil até 2012, a medida também vale para o restante do mundo. A pressão que as indústrias da bebida bem sofrendo nos últimos tempos levou o Conselho Internacional de Associações de Indústrias de Refrigerantes (ICBA, em inglês), a realizar um encontro entre as duas maiores companhias do setor, Coca-Cola e Pepsico, e produtores de diversos países. A 37a reunião que durou dois dias, foi realizada em um hotel no Rio de Janeiro a duas semanas e um dos assuntos tratados é a onda de taxação que as bebidas de alto teor calórico vem sofrendo pelo mundo afora, com mais intensidade nos Estados Unidos. Seguindo o caminho da concorrente, a Coca-Cola também anunciou que vai deixar de vender bebidas com açúcar para criancas menores de 12 anos.
Junto com essas medidas por parte das duas maiores companhias de refrigerantes do mundo, o Brasil pode sofrer um forte impacto, já que é o maior produtor mundial de açúcar. De todo o açúcar destinado ao consumo industrial, um terço é comprado pelos fabricantes de refrigerantes. É verdade que quando o assunto é a obesidade, o primeiro vilão lembrado é o açúcar. Que o açúcar tem um peso grande, não temos como negar, mais ele não é e nem pode ser o único vilão nessa histórica. A idéia de taxação ainda não é discutida no Brasil e é considerada extremamente absurda pelos presidentes das indústrias e pelas associações que participam dos debates. A discussão ganhou fôlego quando a Food And Agriculture Organization (FAO), órgão das Nações Unidas para Agriculta e Alimentação, divulgou que a disponibilidade de açúcar para consumo equivalia a 193 calorias por pessoa ao dia entre 1961 e 1963, saltou para 243 calorias entre 2001 e 2003.
Você concorda as medidas da Pepsico e da Coca-Cola? Comente.
Fonte/Pesquisa: Jornal Valor (16,17 de abril de 2010), reportagem de Lilian Cunha, Rio de Janeiro.
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domingo, 25 de abril de 2010
Não vender refrigerantes para crianças: atitude social ou de sobrevivência?
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domingo, 24 de janeiro de 2010
Inovação: Papel de plástico
Papel de plástico!
Vitopaper - papel feito de resíduos plásticos é uma invenção brasileira
A empresa Vitopel, um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), investimentos de US$ 4 milhões de dólares, apoio e aporte da FAPESP e 2 anos de pesquisas a patente da invenção foi registrada. O Vitopaper é um papel feito de lixo plástico, com aparência e toque de papel-cuchê. A gama de utilização é enorme e o papel sintético aceita escrita a lápis, caneta e impressão gráfica. O papel também pode ser utilizado na fabricação de livros, outdoors, banners e material de papelaria.
O papel é ambientalmente correto e também ajuda a economizar, já que é mais durável e econômico, já que economiza até 20% de tinta durante a impressão e pesa 40% menos. A cada tonelada produzida, 850 quilos de lixo plástico deixam de chegar aos aterros sanitários e pelo menos 30 árvores ficam de pé. A pesquisadora da UFSCar, Sati Manrich afirma que além de todas as vantagens já citadas o papel consome menos água e energia durante a fabricação.
Apesar da restrição para uso em embalagens para alimentos, o papel é economicamente viável e a prova disso é que a Vitopel planeja produzir 30 mil toneladas por ano e por ironia, a dificuldade está em conseguir matéria-prima junto às cooperativas encarregadas de atender a dois pontos essenciais no processo industrial: regularidade e volume.
Gostei da reportagem publicada na revista Época Negócios de outubro de 2009, feita pela repórter Karla Spotorno, porque eu me alegro toda vez que vejo empresas brasileiras investindo e principalmente, respirando inovação. Só com iniciativas como a da Vitopel, através de parcerias com Universidades e Instituições voltadas para pesquisas como a FAPESP é que o Brasil pode se tornar um player realmente ativo no mercado mundial e claro, obter lugar de destaque entre os países emergentes.
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