Papel de plástico!
Vitopaper - papel feito de resíduos plásticos é uma invenção brasileira
A empresa Vitopel, um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), investimentos de US$ 4 milhões de dólares, apoio e aporte da FAPESP e 2 anos de pesquisas a patente da invenção foi registrada. O Vitopaper é um papel feito de lixo plástico, com aparência e toque de papel-cuchê. A gama de utilização é enorme e o papel sintético aceita escrita a lápis, caneta e impressão gráfica. O papel também pode ser utilizado na fabricação de livros, outdoors, banners e material de papelaria.
O papel é ambientalmente correto e também ajuda a economizar, já que é mais durável e econômico, já que economiza até 20% de tinta durante a impressão e pesa 40% menos. A cada tonelada produzida, 850 quilos de lixo plástico deixam de chegar aos aterros sanitários e pelo menos 30 árvores ficam de pé. A pesquisadora da UFSCar, Sati Manrich afirma que além de todas as vantagens já citadas o papel consome menos água e energia durante a fabricação.
Apesar da restrição para uso em embalagens para alimentos, o papel é economicamente viável e a prova disso é que a Vitopel planeja produzir 30 mil toneladas por ano e por ironia, a dificuldade está em conseguir matéria-prima junto às cooperativas encarregadas de atender a dois pontos essenciais no processo industrial: regularidade e volume.
Gostei da reportagem publicada na revista Época Negócios de outubro de 2009, feita pela repórter Karla Spotorno, porque eu me alegro toda vez que vejo empresas brasileiras investindo e principalmente, respirando inovação. Só com iniciativas como a da Vitopel, através de parcerias com Universidades e Instituições voltadas para pesquisas como a FAPESP é que o Brasil pode se tornar um player realmente ativo no mercado mundial e claro, obter lugar de destaque entre os países emergentes.
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