O maior negócio da história
10 milhões de dólares por dia! – Lições para uma negociação de sucesso
A seguir destaco alguns aspectos interessantes da fantástica história de John Paulson, gestor do hedge fund Paulson & Co. que em 2007 deu retorno de 15 bilhões de dólares a seus investidores. Neste ano, Paulson colocou no bolso, impressionantes 4 bilhões de dólares.
Os personagens:
O Cenário
Boa parte do mundo ainda tenta se recuperar dos enormes prejuízos causados pela grave crise financeira que se iniciou em meados de 2007 em razão do estouro da bolha do mercado imobiliário americano. Mais neste artigo, restringimos o cenário à Wall Street. E a intenção deste artigo não é tornar nenhum dos personagens citados um super astro ou ídolo, pelo contrário, a trajetória da carreira profissional de John Paulson se confunde com a de muitos empreendedores que existem pelo mundo, o que vale a pena mesmo, é extrair lições das derrotas e conquistas de empreendedores como ele. Então, espero que após a leitura deste artigo, você consiga observar mais atentamente os acontecimentos à sua volta e aproveitar as adversidades e oportunidades para crescer.
O texto a seguir contém trechos da reportagem publicada no portal da revista Exame (HTTP://portalexame.abril.com.br) e também de um artigo semelhante e excelente , publicado no blog (HTTP://jovemmilionario.wordpress.com) .
Na contramão do mercado
Contrariando a tudo e a todos, o americano John Paulson, ligado ao bilionário mundo dos hedges funds fez a mais brilhante e impressionante aposta da história. Tornou-se a partir de então, o novo Midas das finanças. Paulson faturou 4 bilhões de dólares em 2007 ao apostar que o mercado imobiliário americano entraria em crise. O fundo Paulson & Co. deu um retorno de R$ 15 bilhões de dólares a seus investidores e a história da aposta de Paulson acabou virando livro, cujo título é: The Greatest Trade Ever, ou algo como: “O maior negócio da história”, em tradução livre, escrito pelo jornalista americano, Gregory Zuckerman, do Wall Street Journal.
Você deve estar se perguntando como foi possível? Como Paulson conseguiu esse fantástico resultado? A seguir, quebramos em partes a história para entendermos melhor as estratégias de Paulson.
Visão e antecipação
Atualmente parece um tanto óbvio que o mercado imobiliário americano estava prestes a desmoronar, com perdão para o trocadilho, no entanto, cinco anos atrás, apostar contra a valorização dos imóveis era considerado coisa de quem não via um palmo a frente do nariz. E quando o histórico do apostador não apresentava resultados relevantes para os padrões de Wall Street, ninguém deu muita atenção.
Erros e correção de trajetória (re-planejamento)
Até embolsar o maior bônus da história, Paulson havia tido uma carreira relativamente modesta. Ele entrou na universidade para estudar cinema, mas logo se desinteressou. Depois de morar por dois anos no Equador, voltou para Nova York para terminar a faculdade, especializando-se em finanças. Conseguiu emprego na consultoria do Boston Consulting Group, percebeu a tempo que estava na carreira errada e decidiu entrar no mercado financeiro.
Ambição e coragem
Durante algum tempo trabalhou no banco de investimentos Bear Stearns e na tentativa de ganhar mais em uma empresa menor, acabou sem emprego e tendo que administrar o próprio dinheiro. Em 1994, cansado da vida de lazer, montou seu próprio hedge fund. Por mais de uma década os seus clientes se habituaram a bons ganhos, mais nada acima do normal. Em 2007, ninguém conseguia entender os retornos superiores a 50%, pasmem, ao mês! A surpresa era tamanha que alguns chegaram a perguntar se os 66% não seria na verdade 6,6%.
Pesquisa e confiança na equipe
O mergulho que Zuckerman fez no habitualmente opaco mundo dos hedges funds é algo que impressiona, principalmente pela riqueza de detalhes. Em 2005, ao perceber que a economia americana estava chegando ao limite do crescimento, Paulson pediu a seus funcionários que procurassem por uma bolha prestes a estourar. Depois de algumas apostas mal sucedidas, a atenção da equipe se voltou para o setor imobiliário. O alvo ficou claro quando um dos analistas, Paolo Pellegrini, um amigo que estava encostado na empresa e desacreditado no mercado, conseguiu provar a existência da bolha. Pellegrini mapeou a trajetória dos preços de imóveis nos Estados Unidos e constatou que os preços haviam subido como nunca e, seguindo o padrão histórico, a queda seria brutal. Para definir o tamanho do investimento, Pellegrini avaliou o risco de mais de 6 milhões de hipotecas.
Estratégia de venda e comercialização
Simultaneamente um grupo de executivos criava instrumentos que permitiriam uma aposta grande como a que Paulson estava disposto a fazer. Eles correram para os bancos de investimentos e sugeriram a criação de papéis que se valorizariam caso o mercado imobiliário continuasse subindo. Esses papéis, claro, eram vendidos a quem acreditasse que essa era a tendência. Mas, ao mesmo tempo, esses bancos vendiam para Paulson papéis que se valorizariam se os títulos que haviam acabado de vender derretessem (assim funciona Wall Street). Zuckerman escreve que quando Paulson determinou que o setor imobiliário era sim uma bolha, na primavera de 2006, os preços tinham começado a estabilizar, criando o momento perfeito para apostar contra o mercado. Assim nasceu o maior negócio da história. Ao adquirir bilhões de dólares em títulos atrelados a hipotecas subprime (alto risco), Paulson estava acreditando não apenas na sorte, mais na sua habilidade de entender o mercado e na capacidade técnica de sua equipe, ou alguém em sã consciência acredita que Paulson conseguiria obter tamanho sucesso fazendo tudo sozinho ou sendo o “dono da verdade”.
A aposta
A idéia era de que quando a bolha estourasse e as pessoas tivessem dificuldades de pagar o financiamento de suas casas, a procura por esse tipo de seguro dispararia e seu preço, também. Se a bolha não estourasse, o que poderia acontecer seria uma valorização dentro das expectativas de mercado, já que o custo do seguro era fixo. O estouro da bolha se confirmou e Paulson faturou alto, enquanto bancos divulgavam balanços negativos em fevereiro de 2007, com isso, os papéis da Paulson & Co. dispararam e em um único dia faturaram 1,25 bilhão de dólares.
Em 2008, o fundo lucrou 5 bilhões de dólares. A mais recente aposta de Paulson é o dólar. Louco? Mais para Paulson, a máquina de imprimir dinheiro em que se transformou o banco central americano após a crise vai virar inflação no futuro, tirando valor da moeda americana. No momento o seu porto seguro é o mercado de ouro.
Intervalo: Um pouco da história e já podemos tirar boas lições:
· Tenha sempre no mínimo uma segunda estratégia;
· Estude e conheça a sua área de atuação;
· Não subestime o mercado, principalmente aquele que você atua e acredita conhecer profundamente;
· Experiência conta sim (boas e ruins);
· Nunca se derreta de amores em um único investimento;
· Diversifique os riscos;

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