R$ 300 milhões e muita vontade de comprar
Grupo Anhanguera tem R$ 300 milhões em caixa e volta às compras
Depois de um jejum de praticamente um ano, os alvos são faculdades em cidades com mais de 100 mil habitantes. Após captar R$ 300 milhões no mercado, o vice-presidente operacional da Anhanguera, Ricardo Scavazza diz que 2010 será um ano importante para o crescimento do grupo, que está presente em 40 cidades e está de olho em 250 outras cidades com potencial para ter uma unidade do grupo.
A companhia pretende ter 100 campi daqui a cinco anos, atualmente possui 54. A entrada do fundo de private equity Pátria fez com que o número de alunos saltasse de 10 mil em 2004 para 250 mil atualmente. Desse total, 150 mil estão matriculados nos cursos presenciais e o restante nos cursos a distância.
A Anhanguera foi fundada em 1994, por Antônio Carbonari Netto e José Luiz Poli, faturou em 2009 algo em torno de R$ 900 milhões, adquiriu ao longo dos anos 25 empresas, num total de R$ 697,8 milhões em investimentos.
A companhia ostenta o título de maior compradora de faculdades até o momento, foi a primeira instituição a abrir o capital no país, captando R$ 860 milhões no total, após duas ofertas públicas de ações (IPO), sendo a última em 2008. Também pertence a companhia um dos maiores negócios já realizados na área até o momento, a compra da UNIDERP de Campo Grande (MS) por R$ 246,8 milhões.
A grande preocupação, não só da Anhanguera mais de outras consolidadoras (compradoras) é melhorar a qualidade do ensino, já que no caso da Anhanguera, a única faculdade do grupo que conseguiu nota 4 no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) foi a FAPLAN, as demais obtiveram notas entre 2 e 3.
Lição: Gestão profissionalizada, preço condizente com as condições financeiras dos clientes e volume (número de alunos) resulta em uma excelente fonte geradora de caixa.
Fonte: Jornal VALOR (www.valoronline.com.br)
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