Faturando alto, sem modelo de gestão!
Como a rede de supermercados Verdemar chegou à liderança nacional em volume de vendas por caixa
Em reportagem publicada no jornal Valor (www.valor.com.br) por César Felício, o empresário mineiro Alexandre Poni fala sobre como conseguiu chegar à liderança nacional em volume de vendas por caixa registradora. Em 2008 a rede faturou R$ 3,5 milhões em cada um dos 48 caixas, segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em faturamento por metro quadrado só perde para a rede Zona Sul, do Rio de Janeiro.
Com foco na classe A e com 17 mil itens ofertados, desde detergentes de R$ 1,00 o frasco até uísques escoceses envelhecidos, oferecidos a R$ 1,9 mil a garrafa. Apesar da expansão nos últimos anos, o empresário e seu sócio, Hallison Moreira, dizem que o vôo tem limites. E diante da complexa estrutura de serviços e logística que seriam exigidos para operar fora da base geográfica, os empresários não estão errados. A grande oferta de serviços oferecidos aos clientes que estão dispostos a gastar muito é o grande diferencial do Verdemar. Nos supermercados Verdemar o cliente pode comprar carne, mandar grelhar no próprio supermercado, adquirir um vinho, escolhido entre os inúmeros produtos importados – e degustar no próprio restaurante do supermercado, tudo isso em ter que pagar rolha ou qualquer outro adicional pelos serviços.
Os produtos de fabricação ou importação própria são os mais caros e a marca própria consegue ser líder nos 4 supermercados da rede. “Se o cliente perceber um diferencial de qualidade no produto, ele perde o referencial de preço e aceita pagar mais. Isso só não dá certo em produtos em que o diferencial não é evidente”, afirma Alexandre Poni. A gestão é centralizada e o próprio empresário afirma que ainda não se “profissionalizou”. A expertise vem desde os tempos de inflação alta, quand0 acertar na remarcação dos preços para manter os clientes, significava garantir a rentabilidade para manter as portas abertas. O Guia 4 Rodas elegeu o pão de queijo – marca própria – do supermercado como o melhor de Belo Horizonte. Por mês, são vendidos 12 mil pacotes de 500 gramas, a R$ 3,90 cada.
Quem disse que gestão à “moda antiga” não produz resultados? Até quando é possível conseguir se manter no mercado e “faturando alto” com um estilo de gestão centralizadora? Comente, dê sua opinião, participe!
Fonte: Valor (www.valor.com.br), versão impressa, página B4, 13 de janeiro de 2010, título da reportagem: Gestão centralizada, produtos baratos e caros e muito serviço, por César Felício.
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